Acredite! Dá para viver de renda no futuro recebendo parte do lucro que cabe aos acionistas de empresas presentes na Bolsa de Valores
Por Fábia Prates
Fonte: Você S/A
O engenheiro Vilibaldo Maier, de 68 anos, ex-funcionário da Petrobras: ele formou uma carteira milionária em 30 anos
O engenheiro Vilibaldo Maier, de 68 anos, trabalhou na Petrobras durante décadas e ali se aposentou. Como a maioria dos colegas, levava um padrão de vida de classe média que o salário lhe permitia. Mas, como muitos brasileiros,sempre acalentou o sonho de um dia ficar rico e viver de renda. Um dia, na década de 1970, ele foi convidado a ingressar no Petros, o fundo de previdência da estatal.”Ficava pensando como era possível depositar 100 reais e no futuro a empresa me pagar 1 000 reais”, diz.”Aí, eu me questionei: se a Petros vai investir meu dinheiro, porque eu mesmo não posso fazê-lo?” Então, virou investidor. Em setembro de 1971, quanto tinha apenas 33 anos, comprou seu primeiro lote de ações. Durante 30 anos, ele reservou o equivalente a 1 000 reais para investir todo mês. Assim, de assalariado o engenheiro virou milionário.
O engenheiro Vilibaldo Maier, de 68 anos, ex-funcionário da Petrobras: ele formou uma carteira milionária em 30 anos
O engenheiro Vilibaldo Maier, de 68 anos, trabalhou na Petrobras durante décadas e ali se aposentou. Como a maioria dos colegas, levava um padrão de vida de classe média que o salário lhe permitia. Mas, como muitos brasileiros,sempre acalentou o sonho de um dia ficar rico e viver de renda. Um dia, na década de 1970, ele foi convidado a ingressar no Petros, o fundo de previdência da estatal.”Ficava pensando como era possível depositar 100 reais e no futuro a empresa me pagar 1 000 reais”, diz.”Aí, eu me questionei: se a Petros vai investir meu dinheiro, porque eu mesmo não posso fazê-lo?” Então, virou investidor. Em setembro de 1971, quanto tinha apenas 33 anos, comprou seu primeiro lote de ações. Durante 30 anos, ele reservou o equivalente a 1 000 reais para investir todo mês. Assim, de assalariado o engenheiro virou milionário.
O hoje sossegado investidor narra sua trajetória com orgulho. Vilibaldo leva uma vida tranqüila numa cidade da Serra Gaúcha. Ele gosta de fazer caminhadas no parque, não ostenta sua riqueza e quem o vê dirigindo um carro popular duvida que tenha alcançado a independência financeira. Seu maior prazer é viajar pelo mundo. Vai para o exterior todo ano.Paga as viagens com uma pequena parte da renda de dividendos de sua carteira de ações. Como virou acionista de boas companhias de capital aberto, tem direito a receber em forma de dividendos ou de juros sobre o capital próprio parte do lucro das empresas. Só no ano passado, os dividendos representaram um ganho em torno de 1 milhão de reais.
Mágica, sorte, coisa de especialista? Nada disso. O que aconteceu ao engenheiro pode se repetir na vida de qualquer pessoa com o mínimo de disciplina financeira. Para isso, é necessário evitar a tentação de comprar ações, esperar sua valorização e vendê-las com lucro para usar o dinheiro como complemento do salário. “Nos primeiros seis anos de aplicação na bolsa não tive ganhos significativos”, conta o ex-funcionário público.” Mas como reinvestia todo o dinheiro dos dividendos, fui formando meu patrimônio. “No início, o engenheiro até fez pequenos saques da renda gerada pelos dividendos, mas logo percebeu que esse dinheirinho extra não faria grande diferença na sua remuneração mensal, ao contrário do que ocorria se o reinvestisse sistematicamente. Ele agüentou firme todos os altos e baixos da bolsa nos últimos 30 anos. Esse foco no longo prazo fez toda diferença. Quem em época de pessimismo do mercado vende suas ações assume um prejuízo que poderia ser revertido em lucro à medida que a bolsa se recupera nos anos seguintes. Quem também só enxerga oportunidades na bolsa quando o mercado está otimista tende a esperar grandes lucros em curto prazo, e isso é muito difícil de acontecer.
O ideal é maximizar seus ganhos com a reaplicação de todo o lucro obtido com sua carteira de ações. O que inclui a própria valorização do preço de cada ação e a renda com os dividendos. Não é difícil demonstrar como o reinvestimento ajuda você a ganhar mais. “Quem tem 100 000 reais numa carteira de ações que paga média de 5% de dividendos anuais, recebe no primeiro ano 5 000 reais e reinveste no ano seguinte receberá dividendos maiores porque o total investido aumentou”, diz Théo Rodrigues, diretor-geral do Instituto Nacional dos Investidores (INI).
Esta estratégia é comum nos Estados Unidos. Você já deve ter ouvido falar das Beardstown Ladies — senhoras entre 50 e 85 anos que montaram um clube de investimentos e ficaram ricas. Elas vivem da renda de dividendos milionários. Aqui no Brasil, algumas empresas da bolsa criaram programas para que a operação já seja feita automaticamente, como Vale do Rio Doce, Itaú e Bradesco. Comprar ações dessas empresas e autorizar o reinvestimento automático é uma boa solução para investidores indisciplinados ou inexperientes. Converse com sua corretora de valores e procure o departamento de relação com investidor (RI) da empresa para adotar essa estratégia. Você também pode dar preferência em sua aplicação na bolsa a empresas que tradicionalmente pagam bons dividendos. Aqui vale lembrar que, em geral, uma empresa em crescimento não distribuirá mais do que a metade de seus lucros, já que ela precisa reinvestir no próprio crescimento. Uma boa relação de ganho com dividendo situa-se entre 3% e 6% do valor da ação.
ECONOMÁTICA
Um estudo da Economática, empresa de dados financeiros, baseada em São Paulo, mostra que há uma variedade de setores para você escolher empresas que fazem grandes distribuições de lucro entre os acionistas. Entre as ações mais negociadas na Bovespa, 25 se destacam numa análise anual a partir de 1997. Quem encabeça o ranking são as ações da Cemig, estatal de energia de Minas Gerais (leia mais sobre a Cemig nesta edição, na coluna Você em Ação). Os bancos do Brasil, Bradesco e Itaú também estão no topo da lista. Na indústria o destaque é para a Arcelor Brasil e a Companhia Siderúrgica Nacional.
Quando decidiu entrar na Bovespa, o paulista Marcelo Graça, de 30 anos, já buscou empresas que pagam bons dividendos. Há 18 meses, ele transferiu 20 000 reais que tinha aplicado em um fundo de renda fixa e comprou ações. “Quero viver de renda a partir dos 50 anos”, diz ele. Sua aplicação mensal varia entre 500 e 1 000 reais. Será que Marcelo vai repetir o sucesso do ex-funcionário da Petrobras? É cedo para cravar essa afirmação. Ele vai precisar resistir às quedas da bolsa, ter disciplina para continuar investindo e reinvestindo todo mês, manter-se focado no longo prazo e só virar sócio de boas empresas — que têm governança corporativa, ou seja, administradores de boa reputação e estejam em crescimento. Em 18 meses de Bolsa de Valores, Marcelo demonstrou que está firme no propósito de viver de renda no futuro. Seus 20 000 reais iniciais já se transformaram em 60 000 reais no último um ano e meio. Nesse período, ele teve direito a receber 2 000 reais de dividendos. “Esse dinheiro foi reinvestido”, diz. Deste jeito, Marcelo poderá ser mais um brasileiro assalariado que realizará o sonho de, no futuro, viver de renda, trabalhando apenas por prazer ou, simplesmente, curtindo a vida de milionário.
O QUE É DIVIDENDO?
É a parte do lucro da empresa que é paga aos seus acionistas.No Brasil,uma empresa de capital aberto deve distribuir pelo menos 25% do lucro líquido. Por isso,um investidor pode viver de renda.
MULTIPLIQUE SEU DINHEIRO
Saiba quanto você precisa investir para ter uma renda mensal de 10 000 reais em dividendos daqui a 30 anos:
Invista o equivalente a 500 reais todo mês, ao longo de 30 anos, nas ações das empresas que comprovadamente têm administradores de boa reputação e gestões transparentes,sem esquecer de escolher papéis de companhias de setores diferentes.
Reaplique o lucro gerado pela valorização das ações e também a renda com dividendos, mesmo em períodos ruins na bolsa.
Lembre-se: mercado acionário é arriscado,você pode perder dinheiro, mas pode recuperá-lo no longo prazo. A previsão de especialistas em finanças é de que você acumule 3,3 milhões de reais (considerando retorno de 1% ao mês em 30 anos).
Com uma carteira de ações no valor de 3,3 milhões de reais, você poderá sacar 10 000 reais mensais por 20 anos.
Invista o equivalente a 500 reais todo mês, ao longo de 30 anos, nas ações das empresas que comprovadamente têm administradores de boa reputação e gestões transparentes,sem esquecer de escolher papéis de companhias de setores diferentes.
Reaplique o lucro gerado pela valorização das ações e também a renda com dividendos, mesmo em períodos ruins na bolsa.
Lembre-se: mercado acionário é arriscado,você pode perder dinheiro, mas pode recuperá-lo no longo prazo. A previsão de especialistas em finanças é de que você acumule 3,3 milhões de reais (considerando retorno de 1% ao mês em 30 anos).
Com uma carteira de ações no valor de 3,3 milhões de reais, você poderá sacar 10 000 reais mensais por 20 anos.
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CAMPEÃS DE DIVIDENDOS
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As cinco ações abaixo se destacaram como boas distribuidoras de lucro aos acionistas entre 1997 e 2006 (em %)
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Ação
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Setor
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Dividend yield em 18/10/06*
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Cemig ON
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Energia elétrica
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13,23
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Cemig PN
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Energia elétrica
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10,78
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CSN ON
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Siderurgia e Metalurgia
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10,73
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Banco do Brasil ON
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Banco
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7,40
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Bradesco PN
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Banco
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3,35
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* Relação entre o valor do dividendo e o preço da ação
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Fonte: Economática
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Arquivado em: O futuro | Etiquetado: assalariado, milionário
Investir em ações exige ter estratégia e sangue frio.
Afinal, quanto maiores os riscos, maiores os ganhos.
2007 foi um ano excepcional.
2008 começou ruim por causa da crise do subprime.
Em Janeiro, havia muita gente falando que o ano estava perdido….besteira!
A bolsa até recuperou parte das perdas do começo de ano. Agora está andando “de lado”, sem uma clara definição de alta ou baixa.
Bom para ganhar com o sobe e desce indefinido.
E, uma crise é sempre uma oportunidade!!